Fibromialgia: uma inflamação geral

Um passo importante foi tomado na compreensão dos mecanismos envolvidos na fibromialgia, particularmente no que diz respeito ao processo inflamatório.

Já foi sugerido que a inflamação crônica provavelmente desempenha um papel central na fibromialgia, diz a equipe sueca (universidades Uppsala e Linköping).

No entanto, estudos anteriores se concentraram em algumas moléculas características de inflamação chamadas citoquinas.

Aqui, os pesquisadores buscaram simultaneamente uma centena de proteínas associadas ao processo inflamatório, e isso em amostras de sangue e líquido cefalorraquidiano (em que o cérebro e a medula espinal nadam).

Eles realizaram esses testes em pacientes com fibromialgia e em pessoas que não tinham a doença.

O resultado destaca a evidência “forte” de um fenômeno duplo na fibromialgia: neuro-inflamatório (líquido cefalorraquidiano) e inflamatório sistêmico crônico (sangue).

Em outras palavras, a inflamação é generalizada. São destacar duas citoquinas: fractalina e interleucina-8 (IL-8).

O que é importante notar é o comentário dos especialistas: “Esta é a primeira vez que um perfil inflamatório tão extenso é descrito para a fibromialgia, que parece caracterizar-se por alterações bioquímicas objetivas”.

Isso equivale a dizer que “a descrição de seus mecanismos como essencialmente idiopática (sem causa conhecida) ou mesmo psicológica deve ser considerada desactualizada”.

E acrescentam que uma maior exploração de processos inflamatórios deve ajudar a identificar vias para tratamentos muito mais direcionados e mais eficazes.

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